Como funciona o Coletivo Obstare?

Somos um grupo de médicas ginecologista e obstetra, enfermeiras obstétricas progressistas que atuam em conjunto na assistência ao pré-natal e ao parto humanizado.
A ideia nasceu baseada em outras equipes do Brasil como o Coletivo Nascer de Sao Paulo e o Coletivo Bom Parto de Belo Horizonte.
Temos como princípio trabalhar com parto humanizado, baseado em evidências, equipe multi, decisões compartilhadas, afeto e respeito às escolhas da mulher.
A ideia vem de um desejo de tornar o parto humanizado mais acessível para algumas mulheres, com valores mais baixos do que equipes 1:1 particulares, ao mesmo tempo que torna a vida do profissional que trabalha com Obstetrícia mais previsível e possível de ser vivida à longo prazo.
Ao longo do pré-natal a você passará em consulta com todas as médicas e as enfermeiras da equipe através de um revezamento (1 consulta com médica, seguida por 1 consulta com enfermeira e assim por diante até o final do pré-natal). Ou seja, a paciente não será exclusiva de uma profissional e sim da equipe.
Para assistência ao parto funcionamos em esquema de plantões de disponibilidade. No dia do parto, a dupla (GO+EO) que estiver escalada no plantão de disponibilidade irá te atender.
Acreditamos que a protagonista do parto é a mulher e a equipe é coadjuvante, por isso, desde que todas profissionais prezem pela assistência humanizada, carinhosa e baseada em evidências, tanto faz quem estará no dia do parto, para isso, mantemos protocolos de assistencia e treinamento da equipe sempre atualizados.


O QUE É PARTO HUMANIZADO?

Parto humanizado é somente aquele na banheira e totalmente sem intervenções? Essa é uma dúvida comum, e a reposta é não!
A assistência humanizada se refere à uma abordagem respeitosa, realizada por uma equipe multidisciplinar, que tem como norte uma prática baseada em evidências. O foco é garantir que a mulher tenha um papel ativo nas decisões sobre seu parto, recebendo apoio e cuidado durante todo o processo. As intervenções podem ser necessárias, sejam elas: indução, analgesia, condução com ocitocina, ou até uma cesárea, mas todas elas são apresentadas e discutidas com a mulher, respeitando, assim, o tempo da mãe e do bebê, promovendo um ambiente acolhedor e assegurando todos os cuidados necessários para esse momento tão especial.

Ultrassom Morfológico do Primeiro Trimestre

O ultrassom morfológico do primeiro trimestre é um exame importante realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, voltado para avaliar o desenvolvimento inicial do feto e detectar possíveis anomalias. Este exame permite uma análise detalhada da anatomia fetal, fornecendo informações fundamentais para o acompanhamento da gravidez.

Principais Objetivos do Ultrassom Morfológico do Primeiro Trimestre

  • Avaliação da Vitalidade Fetal: Verificação da frequência cardíaca e dos movimentos do feto, confirmando se a gravidez está evoluindo de forma saudável.
  • Datação da Gestação: Precisão na estimativa da idade gestacional e cálculo da data provável do parto, por meio da medida do comprimento crânio-nádega.
  • Exame da Translucência Nucal: Medição da translucência nucal (acúmulo de líquido na região da nuca do feto), que pode indicar o risco de anomalias cromossômicas, como a Síndrome de Down, quando associada a outros fatores.
  • Detecção de Anomalias Estruturais: Identificação de possíveis anomalias estruturais, como problemas na formação do cérebro, coluna vertebral, coração e outros órgãos.
  • Avaliação do Risco para Síndromes Genéticas e Cromossômicas: Além da translucência nucal, o exame pode ser complementado por outros marcadores, como o osso nasal e o ducto venoso, auxiliando na avaliação de síndromes como Edwards e Patau.
  • Exame da Placenta e Cordão Umbilical: Verificação da posição inicial da placenta, além da estrutura e inserção do cordão umbilical.

Como o Exame é Realizado

O ultrassom morfológico do primeiro trimestre é feito com o transdutor abdominal e, em alguns casos, o transdutor transvaginal para melhorar a visualização, especialmente em gestantes com menor idade gestacional. O exame não causa desconforto à gestante e é considerado seguro para o feto, sendo uma prática essencial no pré-natal.

Importância do Ultrassom Morfológico no Pré-natal

Este ultrassom desempenha um papel essencial na triagem pré-natal, pois, ao identificar potenciais riscos e anomalias precocemente, permite que médicos e pais tomem decisões informadas sobre o cuidado e acompanhamento da gravidez. Em alguns casos, os resultados podem indicar a necessidade de exames adicionais, como o exame de sangue não invasivo ou o estudo do cariótipo fetal.

Quando e Por Que Fazer

É recomendado que toda gestante faça o ultrassom morfológico do primeiro trimestre. Esse exame oferece informações valiosas sobre a saúde do feto e proporciona maior segurança para o acompanhamento da gravidez, assegurando uma intervenção precoce em caso de detecção de problemas.

Em resumo, o ultrassom morfológico do primeiro trimestre é um exame de imagem essencial para a avaliação precoce do desenvolvimento fetal, desempenhando um papel crucial na detecção precoce de anomalias e na promoção de um pré-natal mais seguro e completo.

Quando é o momento ideal para internação?

Saber o momento certo de ir para o hospital durante o trabalho de parto é crucial para garantir uma experiência mais tranquila e segura.
Muitas mulheres podem sentir ansiedade e, com isso, buscar a internação muito cedo. Porém, a internação precoce pode aumentar o risco de intervenções desnecessárias, como o uso de medicamentos para acelerar o parto ou até mesmo a realização de uma cesariana sem indicação real.
O momento ideal para a internação é quando as contrações se tornam regulares, intensas e com intervalos de aproximadamente 5 minutos, ou conforme orientação do seu obstetra e da sua equipe. Se possuir uma equipe, ficar o máximo de tempo em casa, com o suporte da enfermeira, é o melhor caminho. Internar no momento certo ajuda a evitar o desgaste físico e emocional, permitindo que o trabalho de parto evolua de forma mais natural.
Converse sempre com seu médico e se informe sobre os sinais de alerta!

Saiba o que pode ser violência obstétrica no momento do trabalho de parto

A violência obstétrica é uma realidade que muitas mães podem enfrentar sem sequer perceber. Muitas vezes, o que parece ser "normal" durante o parto pode, na verdade, ser uma forma de desrespeito ou até abuso.
É comum surgir a dúvida sobre o que realmente caracteriza violência obstétrica. Se você se sente confusa ou não tem certeza sobre o que passou, é importante se informar e entender melhor seus direitos. No post de hoje, explicamos mais detalhadamente o que é e como identificar.
Lembre-se: o parto deve ser um momento de respeito, cuidado e empoderamento.

Desrespeito Verbal

  • Comentários agressivos, humilhações ou críticas sobre o corpo ou o comportamento da gestante.

Negligência no Atendimento

  • Recusa ou atraso nos cuidados médicos necessários, ignorando pedidos de ajuda ou sintomas apresentados pela gestante.

Intervenções Desnecessárias ou sem Consentimento

  • Realização de procedimentos como episiotomia, cesárea, uso de fórceps ou manobras invasivas sem o consentimento informado da mulher.

Recusa do Direito ao Acompanhante

  • Impedir a presença de um acompanhante, um direito garantido por lei no Brasil, essencial para o apoio emocional da gestante.

Uso de Violência Física

  • Pressionar o abdômen da gestante (como na manobra de Kristeller) ou forçar procedimentos dolorosos sem anestesia adequada, causando dor e desconforto.